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5 Dicas Para Conseguir Um Estágio Nos Estados Unidos

Quando você, finalmente, recebe a carta de aceite de uma universidade americana, depois de tantos meses pesquisando, imaginando e esperando, parece que todo o seu processo no Ciência sem Fronteiras acabou. Vou para tal lugar e pronto. Agora é só curtir, não é? Bem, é aí que você se engana.

Como já me considero uma “veterana” do CsF, posso dizer que aquela cartinha tão linda foi só o começo dessa jornada louca. Desde então participei de processo seletivo para trabalhar no jornal da minha universidade na Carolina do Norte, mandei textos, fotos e vídeos pra concursos em várias cidades dos EUA e vi um artigo meu ser publicado numa revista da UNC sobre viagem – e teria feito mais se tivesse mais tempo por aqui. O que quero dizer é que, se você for pelo menos um pouco parecido comigo, você sabe que a gente nunca está completamente satisfeito (o que pode ser bom ou ruim, não sei direito).

A emoção e o orgulho de ter vindo pra uma baita universidade nos EUA dura uns meses só. Chegando aqui você percebe que você não é melhor que ninguém – afinal, não tá todo mundo na mesma universidade? Não que a conquista não seja importante, porque é…Mas é que, de repente, você começa a querer mais (tipo aquela mesma vontade que te fez querer se inscrever no CsF, pra começo de história).

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Bem, isso tudo é pra dizer que, se agora você acha que passar o verão estagiando não parece uma boa ideia (ainda mais se o seu estágio não for remunerado, o que é o meu caso), você com certeza vai mudar de ideia. Você vai perceber que você pode mais, que a oportunidade de estagiar em uma empresa que você curte, em qualquer cidade dos EUA, não é todo dia que a gente tem.

Mas conseguir um estágio legal, na cidade que você sonha ou na empresa que você sempre quis, nem sempre é fácil. Pelo menos pra mim não foi. Estágio de verão é super normal aqui nos EUA, assim como bolsa de iniciação científica no Brasil, por exemplo. Então, por conta disso, as vagas, mesmo as não remuneradas, são super concorridas. Mas se você acha que não tem nem chance de competir com os americanos, tá enganado. As empresas, pelo menos as que eu estava em contato, gostam de receber alunos internacionais. Acredito que a gente é mais dedicado (no museu onde tô trabalhando três estagiários já desistiram) e saber outra língua onde todo mundo só fala inglês é sempre um plus.

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1. Capriche no currículo e na cover letter

Currículo aqui não é muito diferente do que estamos acostumados no Brasil, mas recomendo ir no Career Services da sua universidade com um rascunho e ouvir as opiniões deles. Se você não tem um currículo, fique atento que sempre rolam workshops pra ajudar a fazer um – ou repaginá-lo. Faz design, arquitetura, ou alguma coisa da área criativa? Então pode fugir do padrão e ousar (com limites e bom gosto). Dá uma olhada nesse link do Catraca Livre, publicado essa semana, com uns modelos de currículo mais criativos.

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Cover letter é bem importante também. O que é isso? Bem, as empresas querem saber o motivo pelo qual você acha que seria um bom match pra eles, então pedem para que você escreva uma carta curta – uma página, normalmente – contando um pouco da sua experiência, o que te chamou atenção na vaga, porque você acha que é o melhor candidato. Tudo muito breve e direto ao ponto. Como a gente não tem esse costume no Brasil, é bom pedir ajuda pro Career Services de novo, ou pra algum amigo que entende um pouco do assunto. Pedir pra alguém revisar o texto é indispensável, claro. Confira alguns exemplos de cover letter aqui.

2. Faça um portfólio online

Essa dica é direcionada aos criativos de plantão, mas se você acha que mostrar os projetos que você já fez vai te ajudar a conseguir a vaga, faça um também. O portfólio pode ser bem simples em termos de design – vale mais a pena investir seu tempo selecionando os trabalhos e traduzindo, se necessário. Eu fiz o meu usando WordPress, que é super fácil e rápido. O legal de fazer o portfólio já logo no começo pela busca por estágios é que, se o seu potencial chefe te pedir um link com os seus trabalhos assim, de um dia pro outro, você não vai precisar se estressar e tal – foi o que aconteceu comigo!

3. Saiba onde procurar vagas

Tem vários sites onde você pode procurar por vagas, e eles normalmente são boas opções. Mas se você tem certas empresas em mente, vá atrás do site deles e procure. Se não tiver informações sobre vagas de estágio, mande email para quem parece ser o responsável e pergunte. Foi assim que eu consegui o meu. Outro bom recurso são os seus próprios professores e colegas de sala – o professor pode te recomendar pra alguém que ele conhece, o seu colega pode te dar ideias, baseado nos estágios que ele próprio já fez no passado. Contatos são sempre ótimos!

Sites legais pra achar vagas são:

Internships.com

InternMatch.com

Intern Queen

UC Berkeley (para jornalismo/marketing/publicidade)

CUNY (para jornalismo)

Ah, e uma dica: assim que começar a achar vagas que te interesse, faça uma tabela, com deadline, documentos necessários, email do responsável e coisas do tipo. Assim você se organiza e não perde nenhuma data!

4. Comece a procurar cedo

Os estágios são para o verão, ou seja, para um período entre o final de maio e o começo de agosto. Muitas empresas aceitam currículos até abril e tal, mas muitos programas legais de estágio tem deadlines entre dezembro e fevereiro – fique atento! O bom de decidir tão cedo assim é que você tem mais tempo pra se organizar, ver questões de moradia na cidade onde você vai e preparar a papelada da Capes.

d605b60499a1b5d54834f3ca12e55b045. Pense grande, mas com um pé no chão

Quando você vai poder trabalhar em empresas como Apple, Facebook, Google ou The New York Times de novo? Não tão cedo. Então, não se limite e pense grande, sim. Participe dos processos seletivos dessas empresas sem medo. Mas deixe um pé no chão e mande currículos para lugares menores também. Inclusive, empresas pequenas têm a tendência de oferecer programas de estágio melhores que os das gigantes. E, no final das contas, todas as experiências são válidas, né?

Boa sorte! 🙂

Gente, sei que esse post é mais direcionado aos outros bolsistas do CsF, mas saiba que você pode fazer estágio nos EUA mesmo se não tiver participando do programa. É mais complicado porque você vai ter que arcar com as despesas e tem toda a questão do visto, mas é possível sim.

Beijos,

B.

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3 comentários em “5 Dicas Para Conseguir Um Estágio Nos Estados Unidos

  1. Adorei o post Bruna. Na verdade, adoro seu blog! Sua vontade de conhecer e descobrir coisas é inspiradora! Uma pena Ciências sem Fronteiras corta a área de humanas, por que você é um exemplo de que os estudantes de humanas aproveitariam muito bem o intercâmbio!

  2. Oi Bruna,
    Já é a segunda vez que caio no seu blog graças ao Google, vi que você já está no Brasil again, mas gostaria de tirar uma dúvida contigo. Pelo que vi você é super empenhada em fazer um algo a mais nessa vida, acho isso super legal!
    No ano que vem estou planejando fazer um intercâmbio de 1-2 anos na Califórnia ou NY. A ideia, além de fazer alguns cursos, é tentar algum estágio mesmo que não remunerado, só tem um detalhe, me formo este ano. Sabe dizer se só universitários conseguem fazer estágio por aí? No post você fala apenas sobre os estágios de verão, no restante do ano é muito complicado conseguir algo por causa das aulas ou das empresas? Outra dúvida, aqui no Brasil não é muito comum, mas ainda é possível encontrar estágios no período noturno. E nos EUA? Já viu algo nesse sentido?

  3. Olá Bruna, tenho uma curiosidade. Existe uma estimativa de tempo de estágio nos EUA? Estou pretendendo ir e viso estágio mas não queria passar mais q um ano e um mês lá. Uma amiga foi pra França e cumpriu esse tempo exato. Queria saber como é, se varia de tempo por empresa, a questão do visto também se interfere nisso.

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